Três filmes

Ser fã de terror é uma coisa bastante complicada. Temos aquele monte de clássicos que felizmente nunca se esgotará, mas também a decepção com as novidades é bastante grande. Entre dez filmes novos, se um prestar, já estamos em vantagem. Nesse ano não tenho visto muitos filmes, mas desde A Quiet Place tenho tido relativa sorte com o gênero.

Desde que vi A Bruxa tenho tentado acompanhar o trabalho da Anya-Taylor Joy. Adorei Split e gostei um pouco até mesmo do fraco Marrowbone. Semana passada assisti Thoroughbreds, que não é exatamente terror, entra mais na categoria de thriller, mas eu gostei tanto que resolvi colocar neste post. Além da Anya, a Olivia Cooke também está nele. Ela está no seriado Bates Motel, e atuou em filmes como Ouija e The Quiet Ones. Ambas estão sempre nesse tipo de filme e aqui não decepcionaram.

Olivia é Amanda e Anya é Lily. Amanda não expressa sentimentos, não distingue emoções. Ela e Lily eram grandes amigas de escola, até que um acontecimento as afasta. A pedido da mãe de Amanda, Lily começa a dar aulas de reforço para ela. Elas bolam um plano contra o padastro de Lily. Bem clichê, algo que vimos há bastante tempo em Heavenly Creatures, antes do Peter Jackson se aventurar pelo mundo de Tolkien, mas bastante interessante. O filme prende atenção do começo ao fim e a história é construída de uma forma bem bacana. E o final não decepciona!

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Nesta sexta finalmente vi Hereditary. Eu sempre fico curiosa com os filmes da produtora A24, mas esse me deixou ainda mais ansiosa por ter a Toni Collette como protagonista. Lembram dela em O Sexto Sentido? Toni é estranha, expressa as emoções com lágrimas, dor e um sentimento que vi em poucas atrizes.

Acho que todo mundo viu o trailer e posso dizer que ele me fez acreditar que a história iria por outro lado. No começo do filme mesmo eu achei que iria para o psicológico e metafórico, mas não, Hereditary é o bom e velho terror que eu tanto amo. Desde a primeira cena temos pistas de que algo está estranho ali. O filme começa com a nota de falecimento da mãe de Annie (Toni Collette) e vamos acompanhando como ela e sua família lidam com a questão. Os filhos, Milly Shapiro e Alex Wolff são grandes destaques, a atuação dos dois é simplesmente incrível.

Sobrenatural? Satanismo? Terror psicológico? O grande trunfo do filme é te levar por um caminho e de repente romper com tudo. Eu vejo terror desde criança, é meu gênero preferido e já vi muita coisa, mas eu saí do cinema de pernas bambas. Eu não esperava nada daquilo. Eu queria escrever um texto sobre ele, mas eu precisaria rever o filme. Ainda estou pensando naquele final.

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Uma vez me perguntaram porque eu gostava de terror, de sentir medo. Eu não soube responder, tenho umas teorias, mas elas ainda não fazem muito sentido. Lembro que lá em 2009 ou 2010 eu assisti Martyrs, do francês Pascal Laugier. Mais um caso em que o diretor te engana. O filme começa e você acha que se trata de espíritos, de repente descamba para um filme de vingança e do nada você está no meio de uma das tramas mais dementes já escritas.

E isso é um elogio! Eu amo demais esse filme, mas eu não tenho coragem de rever. Lembro de ter ficado realmente mal com a mensagem. Nessa época eu vi muita coisa do horror francês, inclusive A Invasora, que é um dos meus preferidos, mas foi Martyrs que mais me marcou.

De uns dias para cá vi um pessoal falando de Ghostland e só ontem me dei conta de que era o novo filme do Pascal e resolvi dar uma chance. E mais uma boa surpresa! Uma mãe e suas duas filhas se mudam para a casa de uma falecida tia, num lugar afastado. Na primeira noite na casa são atacadas por duas pessoas e aí a trama se desenrola. Mais um filme demente, violento e com roteiro muito interessante.

Ah, válido mencionar que uma das personagens é aspirante a escritora de terror e apaixonada por Lovecraft. Em certo momento ela é mostrada como escritora bem sucedida do gênero. Eu, apaixonada pelas escritoras de terror, fiquei bem feliz de ver uma mulher nesse papel. Em quase todo filme de terror sempre vemos o homem escritor, então gostei desse enfoque.

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Esse post, obviamente, não é uma crítica cinematográfica, só queria comentar dos bons filmes de terror que vi recentemente. Ainda pretendo rever Hereditary e escrever mais sobre ele, mas não consigo no momento. Se tiverem dicas de filmes atuais de terror, eu aceito.

 

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5 thoughts on “Três filmes

  1. Quero muuuuito ver os 3, desde A Bruxa tbm quis acompanhar a Anya-Taylor Joy mas só acabei assistindo o Desfragmentado. Me interessei pelo Ghostland, especialmente pela menção ao Lovecraft.

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