Mulheres na direção

Percebi que estou há meses sem atualizar esse blog. Não tenho desculpas, então hoje resolvi escrever um pouco sobre os filmes de terror dirigidos por mulheres que vi nesses primeiro quatro meses do ano.

Em janeiro eu fiz esse post falando dos filmes que eu estava ansiosa para ver em 2017. Tive a oportunidade de ver dois deles: The Love Witch e XX.

Com The Love Witch eu tive o clássico problema do “eu estava esperando demais”. Fui com muita sede e me decepcionei um pouco. O filme todo é uma belíssima homenagem àqueles clássicos de terror dos anos 70, as cores, a própria temática e as atuações forçadas. Nesse quesito ele é ótimo, mas o enredo em si é um pouco maçante. Elaine é uma bruxa que seduz homens em busca do verdadeiro amor. Há ótimas sacadas, umas tiradas feministas, mas poderia ter um clima menos arrastado. Mas no geral, pensando nesse filme algum tempo após tê-lo visto, fico com boas lembranças.

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The Love Witch

XX é uma antologia de terror, como é comuns nesses casos, alguns dos segmentos são legais, outros nem tanto. Tenho lido péssimas críticas sobre ele, mas me divertiu bastante até. Não vi nada de inovador, mas gostei e até recomendo como curiosidade, e para apoiar um trabalho inteiramente dirigido por mulheres.

Estou sempre pesquisando terror dirigido por mulheres, e por acaso topei com o filme Soulmate. Escrito e dirigido por Axelle Carolyn, o filme tem uma ótima premissa. Audrey é uma jovem viúva que está se recuperando de uma tentativa de suicídio, e para isso ela resolve ir para uma casa antiga e isolada. O enredo é clichê, mas tem aquele clima bacana de barulhos estranhos, portas batendo e etc. Só que de repente ele ganha ares de drama pastelão (estou tentando não dar spoilers) e fica tudo muito esquisito, mas achei válido.

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Soulmate

Depois fui atrás de outro trabalho da diretora, Tales of Halloween, mais uma antologia de terror. Esta foi criada pela própria Carolyn, que também dirigiu um dos segmentos. Como diz o nome, o filme trata da noite de Halloween em uma pequena cidade, cada segmento dando conta de uma parte dessa localidade. Como toda antologia, tem bons e maus momentos, dessa eu gostei de maneira geral.

Por algum motivo bizarro que nem eu mesma entendo, eu gosto bastante do James Franco (ele dirigiu algumas adaptações literárias que são ótimas!), então fiquei bem curiosa para ver The Institute, que ele dirigiu com a Pamela Romanowsky. Infelizmente esse é mais um caso em que a premissa é ótima, mas muito mal executada.

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The Institute

O enredo é baseado no escândalo do Rosewood Center, em Baltimore. A clínica psiquiátrica atendia a mulheres ricas, mas também conduzia experimentos. A abertura do filme é muito interessante, pois mostra recortes de jornais que denunciavam esses abusos e como colocavam todas as mulheres “desajustadas” como histéricas (tivemos inúmeros casos assim ao longo da história, como o de Camille Claudel).

Além de pesquisar terror dirigido por mulheres, eu estou focando em filmes antigos. Vi dois que curti bastante: Blood Diner, de 1987, que é um slasher divertido; e Blood Bath, de 1966, dirigido pelo Jack Hill e pela Stephanie Rothman. Pretendo fazer um post especial, apenas com terror anterior aos anos 80. Então em breve falo mais do trabalho de Rothman.

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Blood Diner

Para quem gosta de antologias de terror, encontrei essa lista bem bacana no filmow.

Eu não sou muito fã da Vice, mas essa matéria aqui sobre mulheres que dirigem terror está muito bacana.

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