Ginger Snaps

Eu e mais dois amigos temos o costume de nos reunir para ver filmes ruins da Netflix. A gente escolhe aqueles com a premissa mais absurda e temos garantida uma sessão de boas risadas. Dia desses não achávamos nada interessante e eu sugeri vermos “Ginger Snaps“, filme que saiu aqui como “A Possuída” (não tem sentido algum com a trama!) e que foi um dos meus preferidos da juventude.

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“Ginger Snaps” nos traz duas irmãs: Ginger e Brigitte. Elas são as meninas estranhas da escola, possuem gostos esquisitos e certa fascinação pela morte. Ginger é atacada por um animal desconhecido e começa a apresentar sintomas estranhos. Isso coincide com sua primeira menstruação e ela confunde esses sintomas com as mudanças que seu corpo passa. Sem muitas delongas: ela é atacada por um lobisomem e o filme narra a saga das duas irmãs em busca de uma cura para Ginger.

Vi este filme logo que saiu, aos 13 anos e ele me impactou muito. Toda aquela temática mórbida, aquela transformação dela em lobisomem que refletia diretamente na adolescência (sexualidade, agressividade), o visual anos 90. São duas garotas protagonistas, uma irmã tentando salvar a outra, sem os clichês de filmes de terror com meninas indefesas com a salvação de algum homem. Acho que o filme envelheceu bem e continua sendo um dos meus preferidos. E ele está na lista do Feminist Horror.

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No dia seguinte aproveitei para rever “Ginger Snaps 2: Unleashed“. Algum tempo depois, após a morte de Ginger, Brigitte luta contra a maldição que agora a acomete. Como é relevado no primeiro filme, há uma espécie de antídoto, e neste segundo filme Brigitte é tomada como uma viciada em drogas e é internada. O filme é bem ruim, bem sem razão (como a maioria das continuações que existem por aí), mas ainda sim divertido.

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Já que tinha revisto os dois, finalmente aproveitei para ver o último “Ginger Snaps: The Beginning“, que se passa no século XIX. Ele mostra como teria começado a maldição das irmãs Ginger e Brigitte. É um filme bastante desnecessário e sem sentido. E chato.

O primeiro filme hoje tem o status de cult, e eu acho mais do que merecido. É um dos primeiros filmes que eu me lembro de ter visto com protagonistas mulheres, e sem estrutura clichê de “castigo” e redenção. Recomendo.

 

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